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sábado, 6 de março de 2010

Orelhas de borboleta

Ter as orelhas grandes, o cabelo rebelde, ser alto ou baixo, magro ou rechonchudo... até a mais insignificante característica pode ser motivo de troça entre as crianças. Por isso é necessário um livro que demonstre a todos, tanto àqueles que fazem como àqueles que recebem algum comentário depreciativo, que esse tipo de comportamento é reprovável.

E especialmente para os que são apontados pelos outros, a mensagem que lhes transmite este conto é que convertam em positivo aquilo que para outros é motivo de gozo. Porque se devem valorizar as características que nos diferenciam dos outros para nos distinguirem como seres especiais e únicos. Porque reconhecer e inclusive reivindicar a diferença nos fortalece, aceitando-nos como somos e reforçando a nossa personalidade. Esse é o primeiro passo para aprendermos a rir-nos de nós próprios...

Luisa Aguilar mostra uma grande sensibilidade neste texto singelo e cheio de força literária, que transporta o leitor para um mundo de formas, cores, emoções e sentimentos. A figura materna destaca-se como referente vital da protagonista, que responde aos comentários das outras crianças seguindo as indicações da sua mãe: aquilo que para os outros é um defeito, para a Mara é uma vantagem de que os outros carecem.

A maior casa do mundo


Leo Lionni na sua infância foi um grande admirador de animais, sobretudo de répteis, que acolhia num terrário com paredes de vidro, acondicionado com areia, pedras, fetos e musgo. Desta paixão surgirão com o tempo contos como o do caracol que ansiava ter uma casa mais chamativa do que a de qualquer outro dos seus congéneres; uma metáfora mais sobre a vida, a prudência, o sentido prático das coisas, a humildade e a simplicidade face à arrogância e à superficialidade.
Com uma linguagem de grande riqueza literária, e umas ilustrações que se destacam pela sua plasticidade e colorido, Leo Lionni apresenta esta fábula que segue a senda de outros dos seus livros, como "Frederico", "Pequeno Azul e Pequeno Amarelo" e "Nadadorzinho", publicados pela KALANDRAKA; histórias simples que supõem, nas palavras do autor, "uma compreensão intuitiva da essência das coisas e dos acontecimentos".

O Beijo da Palavrinha

Quando Maria Poeirinha adoeceu, o Tio Jaime Litorânio disse que só o mar, que ela nunca vira, a poderia curar.
A menina estava demasiado fraca para a viagem, mas o irmão Zeca Zonzo encontrou o modo de a levar a conhecer o mar.

O poder mágico das palavras é o tema deste segundo livro para crianças de Mia Couto, mais uma vez com magníficas ilustrações de Danuta Wojciechowska.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sebastião


Sebastião é um Pinguim que procura incessantemente um Amigo...
Tenta encontrá-lo numa flor... na Lua... mas nada resultou...
Certo dia, quando menos esperava e sem saber encontrou-o.

Só precisava de o ter procurado no sítio certo.






Sebastião, Texto e ilustrações Rosy Gadda Conti, Edições Nova Gaia 2001

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Zonzo, o cabritinho


Ser um cabrito montês não tem piada nenhuma quando se tem medo das alturas! Zonzo, o cabritinho, mal se vê lá no alto das montanhas fica todo a tremer...
Com a ajuda do seu amigo Edmundo, um cordeiro que gostava de saber trepar às montanhas, Zonzo descobre o cabrito montês que há dentro dele.
Uma história de amizade especial.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vendidas

Zana e Nadia, filhas de pai iemenita e mãe britânica vivem em Inglaterra.

Um dia, após o início daquilo que pensavam ser umas férias de sonho, viram-se vendidas e casadas à força.

Numa aldeia perdida no Iémen sofreram uma série de humilhações e de violências.

Um dia a dia deshumano, uma história que mostra a realidade da vida de qualquer mulher no sub-mundo para lá das montanhas...

Após oito anos de sofrimento Zana conseguiu fugir mas deixou o seu filho, a sua irmã e a sobrinha prisioneiros da barbarie humana daquele país.

Zana e a sua mãe prometeram libertá-los...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Carnaval em Veneza I


Lovric mergulha-nos na vida e nos amores da bela Cecília, a filha artista de um mercador de Veneza do Sec. XVIII. Uma cidade encantada mas decadente, repleta de gôndolas, palácios, comida requintada e laços amorosos. Uma história lasciva com drama e detalhes deliciosos...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Nunca é tarde para recomeçar

Rose é uma mulher de 42 anos, que vive para o marido e os três filhos. Tem um casamento aparentemente feliz, com um empresário de sucesso.
Numa manhã como tantas outras, o seu marido comunica-lhe que já não a ama...
Rose depara-se com a dura realidade: sozinha, sem dinheiro e com três filhos para sustentar.

Mas a sua vida dá uma volta de 180º...


Uma história intensa e comovente, marcada pelo forte realismo que regista os esforços de uma mulher para recomeçar.

Nunca é tarde para recomeçar, Caterine Dune

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Porque te Amo


Layla, uma menina de cinco anos, desaparece num centro comercial de Los Angeles. Os seus pais, desesperados, acabam por se separar... Cinco anos depois, é encontrada no preciso local onde o seu rasto havia sido perdido.
Está viva, mas encontra-se imersa num estranho mutismo...
Onde esteve Layla durante este tempo todo?
Com quem?
Por que motivo regressou?
Um desenlace que jamais esquecerá!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Burros

Burros, Adelheid Dahimène (texto) e Heide Stöllinger (ilustração)
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«Burros conta a história enternecedora de um casal de burros que celebra o aniversário das suas bodas de prata. Porém, uma pequena discussão e muita casmurrice fazem com que cada um siga o seu caminho em busca de novo parceiro. Depois de vários encontros e desencontros, acabam por perceber que não é assim tão fácil substituírem-se um ao outro…Uma história de amor, teimosia e reconciliação contada com humor e forte expressividade gráfica.»

Chocolata

Chocolata, Helga Bansch, Marisa Núñez.
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O que faz um hipopótamo fêmea sair da selva e ir à cidade? Uma óptima casa de banhos!Chocolata acordou cedo, pegou numa mini-mala e partiu para a cidade. Lá comprou roupa, sapatilhas, biquini de tamalho XL e camisa de dormir e à tarde foi à casa de banhos, onde encontrou outros animais. Antes de regressar a casa, o hipopótamo fêmea não esqueceu de comprar uma prenda ao Teófilo: um livro sobre a selva africana. O amigo esperava-o ansioso para ouvir as novidades.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A menina e o cisne, Rosa Lobato Faria


«A Camila não era a menina mais obediente do mundo. Estava proibida de se aproximar do lago que havia no fim do jardim porque podia ser perigoso. Mas, naquele dia tão lindo, ela não resistiu. Era como se alguma coisa a chamasse.»
«Entretanto, ao mesmo tempo que a Camila visitava a Primavera, a Fada Borboleta, a Fada Orquídea e a Fada Organza chegaram à conclusão de que a Camila tinha desaparecido mesmo, e nem elas, com os seus poderes de fadas, conseguiam encontrá-la».

A mamã pôs um ovo :)


Hoje é um bom dia...

Hoje é um bom dia para recomeçar...



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pitulga, a Pulga


Nessa noite, quando Centelha, a abelha, se deitou, depois de um penoso dia a sugar o pólen, teve a desagradável sensação de que alguém estava já na sua cama. Deslizou furtivamente um olhar para debaixo dos lençóis e gritou:
- Está aí alguém?
- Não! - disse secamente uma vozinha. Centelha gritou de novo muito alto:
-Está alguém aí?
- Eu disse que não e não vale a pena gritar - disse a voz, dessa vez irritada.
Centelha nem queria acreditar nos seus ouvidos e mergulhou a cabeça debaixo do edredão para sair logo, exclamando assustada:
- Uma pulga! (...)


KRINGS, Antoon - Pitulga, a pulga. Porto : Ambar , 2003.

(Bichos bichinhos e bicharocos)